sexta-feira, 13 de abril de 2007

Informação não! Fofoca mal intencionada


“Só é manipulado quem quer”. Já ouviu essa frase alguma vez? Pois é, eu já, quando por algum motivo eu falava mal da veja.
O mais engraçado é que alguém que é manipulado nunca vai reconhecer que é, caso contrário não seria manipulação. Ninguém é manipulado por opção. Imaginem: “Hoje será um ótimo dia, serei manipulado pelo jornal impresso que leio todo dia pela manhã e a noite pelo telejornal”.

Essa de só é manipulado quem quer não existe, é tão contraditório quanto prostituta virgem.
A maioria dos meios de comunicação tradicional não te dá informação, mas “fofocas” moldadas e mal intencionadas, geralmente usadas para desviar a atenção.

“Tão simples é o homem e tão obediente às necessidades presentes que aquele que engana sempre achará quem se deixe enganar” (Nicolau Maquiavel).

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Qualidade de vida?

Tudo bem que outdoors, toldos, propagandas e etc. não são as coisas mais agradáveis do mundo, mas não consigo entender o que levou o prefeito a encaminhar um projeto de lei tão fútil e mesquinho. Pior ainda, não entendo como quarenta e cinco de quarenta e seis vereadores votam a favor de um projeto de lei tão estúpido.

Cidade limpa? Para mim parece coisa de quem quer mostrar serviço e não tem o que fazer.
Por ano são arrecadados R$3 milhões com esses anúncios, mas o prefeito disse que a receita é baixa e que abriria mão disso por uma cidade mais bonita. Meu Deus quanta hipocrisia. Se é uma cidade mais bonita que ele quer porque não pega “essa merreca” de R$ 3 milhões e investe em alguma coisa para ajudar pessoas que moram nas ruas.

Dizem que cerca de 20 mil pessoas ficaram desempregadas devido à genialidade do nosso prefeito, eu acredito que são muito mais, o cartaz da foto diz 52 mil, mas seja como for é muita gente. Esse é um lado da moeda que a televisão quase não mostra e quando mostra é muito rápido. Mostram as lojas retirando os toldos, arrumando as fachadas e as pessoas reclamando que está mais difícil de saber o que é cada estabelecimento, mas e a parte mais importante? Será que ninguém percebe que o cara que vendia e pintava os toldos tem uma família para sustentar? Será que o prefeito vai recolocar no mercado todos os trabalhadores que perderam seus empregos?
Não to preocupado com os grandes empresários (donos de outdoors etc.) que “perderam” seus lucros, pois estes conseguem facilmente ir para outra cidade, mas é fácil imaginar que nem todos os trabalhadores poderão se mudar.

Não sou anarquista, mas essas coisas me deixam cada vez mais descrente no Estado. Hoje quem legisla as leis que vão decidir o que podemos ou não fazer são ex-apresentadores de TV, cantores de forró, de brega etc., dentre outros figurões que ganharam voto por serem simpáticos.


“Isso tudo me incomoda muito. Me incomoda ainda mais saber que o pouco que eu posso fazer, seja tão pouco”.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Quase sempre tudo é quase


Próximo, perto, aproximadamente. Essas foram as melhores definições da palavra “quase” que encontrei nos dicionários daqui de casa, porém vejo que elas não fazem tanto sentido hoje em dia, pois o quase foi banalizado e muitas vezes ele nem significa que algo é ou está próximo.

Muitos se apegam e se conformam com o quase e nem sequer buscam algo mais que isso. São explicações quase convincentes, ideologias quase coerentes, situações quase resolvidas, quase amigos, quase verdades, quase mentiras.
Se pararmos para pensar o quase na maioria das vezes é apenas um pretexto para aquilo que ainda não é ou não está. Por exemplo, dizer que alguém é quase honesto é dizer que esse alguém é corrupto, ou dizer que quase ganhei quer dizer que perdi.

Não quero dizer que tudo na vida é ou deveria ser totalmente coerente ou que tudo é exato, até porque isso seria muito chato. O problema é quando passo a aceitar o quase no lugar de coisas concretas, e nem adianta vir com o clichê que diz: “tudo é relativo, nada é absoluto”, porque se tudo (como tudo entendo todas as coisas) é relativo, então essa afirmação também é. Na verdade ainda que muitas coisas sejam relativas existem outras tantas que são concretas, elas geralmente não dependem dos sentidos externos, costumam passar despercebidas, são intangíveis, porém reais.


“Por que ser quase feliz, quase amar, quase sentir quando é impossível quase existir?”